Eleições 2022

Roberto Jefferson, em prisão domiciliar, é lançado candidato à Presidência pelo PTB

Ex-deputado federal e pivô do Mensalão afirma que candidatura não se opõe à de Bolsonaro.

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Roberto Jefferson (Créditos: Andressa Anholete/Getty Images)

O PTB formalizou nesta segunda-feira (1º) a candidatura do ex-deputado federal Roberto Jefferson à Presidência da República. Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, foi aprovado por aclamação na convenção, que ocorreu em um hotel em Brasília.

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Para o evento, Jefferson gravou um vídeo de pouco mais de dez minutos no qual lembrou que, nas eleições de 2018, o PTB apoiou Jair Bolsonaro (PL). “Logo no princípio do governo eu disse para ele que o PTB só desejava um cargo no governo, o de presidente da República, e o convidei a integrar o nosso partido, visto que o PSL, seu partido, se esvaziara e rachara ao meio”, afirmou.

O ex-deputado disse, na sequência, que Bolsonaro disputa a reeleição “sozinho, contra tudo e contra todos”, enquanto a esquerda se apresenta “como um polvo”, com múltiplas candidaturas. “O candidato de direita é desconstruído pela ação intensa de uma fauna de candidatos da oposição que se alterna em ataques e reunifica eleitores desgarrados de seu bloco esquerdista”, disse. 

No vídeo, Jefferson deixa claro que a candidatura ao Planalto ”não se opõe a Bolsonaro”, mas visa preencher ”alguns nichos de opção ao eleitorado direitista”.

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Histórico de prisões

Roberto foi personagem essencial do escândalo do mensalão. Em 2005, o então deputado delatou o esquema de corrupção organizado pelo PT por meio de pagamentos mensais para corromper parlamentares e garantir apoio ao governo Lula no Congresso em 2003 e 2004. Ele foi preso em fevereiro de 2014 e condenado a 7 anos e 14 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Entretanto, foi liberado em maio de 2015 para cumprir pena em prisão domiciliar. Em março de 2016, o STF concedeu perdão das penas de Jefferson e de mais cinco condenados no mensalão.

Em agosto de 2021, Jefferson foi preso em operação da PF autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da investigação que apura suposta organização criminosa atuando nas redes sociais para atacar a democracia. Na decisão, Moraes diz que Jefferson divulgou vídeos e mensagens com o “nítido objetivo de tumultuar, dificultar, frustrar ou impedir o processo eleitoral, com ataques institucionais ao TSE e ao seu presidente”.

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