'pior dor do mundo'

Jovem com neuralgia do trigêmeo diz que pode reconsiderara a eutanásia

Conhecida por ser uma das dores mais severas conhecidas pela medicina, essa condição tem imposto grandes desafios à sua vida pessoal e profissional

A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio neurológico caracterizado por uma dor facial intensa e lancinante, comparável a choques elétricos
A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio neurológico caracterizado por uma dor facial intensa e lancinante, comparável a choques elétricos – Crédito: Reprodução / Redes Sociais

A jovem Carolina Arruda, uma estudante de 27 anos oriunda de Bambuí, Minas Gerais, tem enfrentado uma jornada árdua de dor intensa por mais de uma década, decorrente da neuralgia do trigêmeo. Conhecida por ser uma das dores mais severas conhecidas pela medicina, essa condição tem imposto grandes desafios à sua vida pessoal e profissional. Apesar de ponderar a eutanásia como uma solução final, duas novas possibilidades de tratamento surgiram recentemente, trazendo um renovado facho de esperança.

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Na busca incessante por alívio, Carolina tem explorado diversas opções, passando por um total de quatro cirurgias e mais de 70 consultas médicas. Contudo, uma luz no fim do túnel se apresenta com o advento de uma técnica possivelmente cirúrgica proposta pelo neurologista brasileiro Wellerson Sabat e uma equipe da Argentina. Além disso, um atendimento gratuito na Clínica da Dor da Santa Casa de Alfenas está agendado, prometendo abordar alternativas terapêuticas inovadoras.

Quais são as novas técnicas para tratar a neuralgia do trigêmeo?

A primeira alternativa envolve um procedimento inovador que será detalhado em uma consulta marcada para 18 de julho, envolvendo o especialista Wellerson Sabat e o auxílio de profissionais argentinos. Enquanto os detalhes específicos ainda não foram divulgados, espera-se que essa nova abordagem traga melhores resultados do que os tratamentos convencionais. Por outro lado, a abordagem da Clínica da Dor envolverá um atendimento virtual que, de acordo com Carolina, não terá custos e ocorrerá em breve.

A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio neurológico caracterizado por uma dor facial intensa e lancinante, comparável a choques elétricos. Afetando principalmente uma ou mais das três ramificações do nervo trigêmeo que conduz sensações da face ao cérebro, esta condição pode ser desencadeada por estímulos simples como comer, falar ou até mesmo pelo toque do vento. Apesar de ser uma condição rara, seus impactos na qualidade de vida são profundos, desencadeando não apenas dor física, mas também repercussões emocionais e psicológicas severas.

A eutanásia ainda é uma consideração?

Apesar das novas possibilidades terapêuticas, a ideia da eutanásia ainda não foi completamente descartada por Carolina. A complexidade e a intensidade da dor fazem com que cada dia seja um novo desafio, e a possibilidade de um fim sem dor ainda permanece no horizonte como um último recurso. No entanto, a esperança é que os novos tratamentos possam oferecer uma alternativa viável para melhorar significativamente sua qualidade de vida.

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Além das novas alternativas médicas, Carolina também se beneficia do uso de canabidiol, fornecido por uma empresa em troca de divulgação, que ajuda a administrar os sintomas. Juntamente com outras medicações como antidepressivos, opioides e relaxantes musculares, este composto oferece um paliativo contra a dor incansável que a neuralgia do trigêmeo impõe.

Apoio social e campanha de arrecadação

Com uma forte presença online, Carolina conseguiu sensibilizar a comunidade, que tem contribuído com seu caso por meio de uma campanha de financiamento coletivo. Seu caso viralizou, destacando a severidade de sua condição e mobilizando apoio. A vaquinha online, intitulada “Por uma despedida digna: ajude Carolina a alcançar paz”, teve início no dia 1º de julho e até agora já arrecadou uma quantia significativa, demonstrando o poder do apoio comunitário em situações críticas.

Carolina permanece firme na luta contra sua condição, agarrando-se às novas oportunidades de tratamento que surgiram. Com o apoio contínuo de amigos, familiares e desconhecidos movidos pela compaixão, ela mantém a esperança de encontrar alívio e recuperar a possibilidade de viver sem dor.

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