Tênis de mesa: Hugo Calderano mira em medalha em Paris

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O ciclo da Olimpíada de Paris começou recheado de boas notícias para o mesa-tenista Hugo Calderano. Além de faturar o maior título da carreira, o WTT Star Contender, em Doha, no final de setembro, e subir para o quinto lugar do ranking mundial (posto inédito para um latino-americano), ele foi apresentado no novo clube, o Fakel Gazprom Orenburg (Rússia), que é pentacampeão europeu.

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Porém, o brasileiro quer mais, a conquista de uma medalha nos Jogos de 2024 na capital francesa. “Tenho os pés no chão, mas sei daquilo que sou capaz. Quero buscar cada vez mais conquistas. Não estou satisfeito. Considero que vivo a minha melhor forma física e técnica. E a motivação é gigante para o futuro”, declarou em entrevista coletiva.

Em Orenburg (Rússia), Calderano fará parte da equipe ao lado do taiwanês Lin Yun-Ju (6º do ranking mundial), do alemão Dimitrij Ovtcharov (8º), do português Marcos Freitas (24º) e do russo Aleksandr Shibaev (87º). “Um pode aprender muito com o outro. Apesar de estarmos em um nível muito parecido, acredito que conseguiremos criar um misto de experiência e juventude. Devemos ser a equipe mais forte da Europa, e vamos assumir esse posto de favoritos na briga pelo sexto título continental do clube”, declarou.

Mesmo defendendo o clube russo, carioca seguirá morando e treinando na cidade alemã de Ochsenhausen. “Minha rotina deve seguir basicamente a mesma. Mas, pelo fato de ter menos jogos, vou ter mais liberdade e mais tempo no calendário para participar de competições internacionais”. É justamente neste ponto que se encaixa um dos desejos do brasileiro para concretizar o sonho de chegar ao pódio olímpico: “Talvez eu possa treinar e até jogar na Coreia, no Japão ou na China. De repente posso até participar da Liga Chinesa. Agora terei uma liberdade maior para cumprir as etapas que necessito para seguir evoluindo”.

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Segundo o mesa-tenista, o torneio chinês ocorre durante, aproximadamente, um mês, e tem a participação de poucos jogadores ocidentais. “Sei que dois alemães já jogaram por lá, o Dimitrij Ovtcharov e o Timo Boll. Além deles, alguns coreanos, atletas de Taiwan e do Japão. Mas, com certeza, para entrar no torneio tem que ser mesmo integrante do top 10, já que a China é o celeiro dos maiores nomes da modalidade há bastante tempo. Em relação ao formato, é ainda um mistério até mesmo para mim. Acompanho alguns jogos, mas ainda tenho algumas dúvidas. O certo é que os melhores jogadores estão lá. Então, para chegar forte aos Jogos Olímpicos de Paris, e ter a chance de brigar mesmo pela medalha, preciso jogar com eles. Ainda estou longe do meu auge. Sei que posso muito mais e vou correr atrás disso”, afirmou.

E, por falar em Olimpíada, nos Jogos de Tóquio, apesar de ter feito a melhor participação brasileira na história do evento, tendo chegado às quartas de final, ele precisou se recuperar rápido de uma derrota dolorosa. Após chegar a estar perdendo por 2 sets a 0, o alemão Dimitrij Ovtcharov conseguiu virar o jogo e eliminar o brasileiro. “É claro que aquela derrota foi muito pesada, mas isso me deu mais motivação. Logo depois da partida, já estava com vontade de voltar, e jogar ainda melhor”, concluiu.

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(Agência Brasil)

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