declarações polêmicas

Bolsonaro bate recorde no Flow Podcast

A entrevista com o presidente Jair Bolsonaro aconteceu nesta segunda-feira (8) e teve mais de quatro horas de duração.

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Jair Bolsonaro durante a entrevista (Créditos: Reprodução/ YouTube/ Flow Podcast)

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta segunda-feira (8) do Flow Podcast. O chefe do Executivo bateu o recorde de acessos simultâneos com sua participação, que contou com diversas declarações, em mais de quatro horas de entrevista.

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STF

Durante o programa, transmitido pelo YouTube, Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente comentou novamente sobre a condenação do deputado Daniel Silveira. “O Supremo errou, no meu entender. O Parlamento errou quando, por ampla maioria, resolveu manter Daniel preso”, disse Bolsonaro.

Petrobras

Jair Bolsonaro criticou também a estatal Petrobras, citando lucro exorbitante. “Estava se comportando mais como uma imprensa insensível à sua parte social, definida na Constituição”. 

Além disso, o presidente comentou sobre a dificuldade de trocar o comando da estatal. “Eu mudo ministro agora a uma canetada aqui, 30 minutos publico um Diário Oficial Extra. A Petrobras, não, demoras uns 45 dias em média”. 

“O trabalho do Caio [Mário Paes de Andrade], ele buscou de maneira legal e baixou R$ 0,35 no litro da gasolina na refinaria e R$ 0,25 no diesel. É pouco? Sei que é pouco, mas a tendência [por conta da guerra da Ucrânia] era ascendente, e o trabalho do Caio chegou nisso”, declarou Bolsonaro.

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Urnas eletrônicas

Durante a entrevista, o presidente voltou a citar o sistema elitoral brasileiro. Bolsonaro utilizou um tom irônico para comentar a iniciativa de Luís Roberto Barroso, ex- presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de convidar as Forças Armadas para participar da comissão de transparência das eleições, enquanto presidente do TSE.

“Parabéns ministro Barroso, sou seu admirador, que você convidou as Forças Armadas para fazer parte da comissão de transparência eleitoral. Um beijo, Barroso”, disse Bolsonaro. Além disso, o presidente criticou as urnas eletrônicas.

Vacinas

Jair Bolsonaro também comentou a compra de  vacinas contra a Covid-19. “Me acusam de não ter comprado vacina. Em 2020, a primeira vacina começou em dezembro, no Reino Unido”, disse o presidente.

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No entanto, de acordo com o relatório da CPI da Covid-19, dezembro “seria o mês que o Brasil deveria ter iniciado a vacinação, caso houvesse fechado os contratos da Pfizer e CoronaVac”. O governo recebeu ofertas para compra dos dois imunizantes em maio de 2020.

Em relação a imunização, Bolsonaro afirmou que “Quem se contaminou está melhor imunizado do que quem tomou a vacina”. Além disso, afirmou que não se vacinou contra a Covid-19. “Eu não tomei a vacina. Eu não enganar você. Influencia alguns [a não tomar], não é que a minha palavra está valendo”. 

Sigilo de 100 anos

O presidente minimizou a imposição de sigilo de cem anos no acesso às informações do governo federal. Desde o ano passado, o sigilo foi imposto por Bolsonaro para “temas sensíveis”.

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“Não é um decreto ditatorial meu. A lei me garante isso. O que a imprensa começou a perturbar: eu tenho a minha agenda que é pública lá no Palácio da Presidência. Se for me visitar, está lá. Aí começaram a querer ter acesso a quem ia me visitar no [Palácio da Alvorada]. E, de acordo com as pessoas que me visitam no Alvorada, a imprensa faz uma matéria sobre aquilo. Quem eu recebo na minha casa, eu não devo satisfação a ninguém”.

“Vai ter golpe se perder?”

Ao ser questionado sobre um possível golpe, caso perca a eleição, o presidente afirmou que não. “Eu não estou com medo de perder a eleição, não estou preocupado com isso. Se eu quisesse dar golpe eu não falaria nada, deixa correr e no último dia dá o golpe, ou você fala que vai dar golpe agora? Por que essa acusação de golpista para cima de mim?” , declarou Bolsonaro.