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Bolsonaro diz que privatização da Petrobras ”dificilmente vai pra frente”

Classificando o lucro da Petrobras como ”exagerado”, Bolsonaro ainda afirmou que a estatal tem uma ”ganância enorme”.

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Presidente Jair Bolsonaro (Crédito: Andressa Anholete/ Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (6) que a privatização da Petrobras é ”muito difícil” de acontecer  e “dificilmente vai para frente”. A declaração do presidente foi dada em entrevista ao canal Agro+.

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“Uma privatização da Petrobras é muito difícil. Eu conversei com o ministro de Minas e Energia, ele tem essa intenção, deu o pontapé inicial, mas dificilmente vai para frente isso. Correndo tudo certo levaria uns quatro anos”, afirmou o presidente.

Para Bolsonaro, o processo de privatização da petrolífera deve ser ”modulado”. “Não pode simplesmente quem pagar mais vai levar. Você hoje em dia tem o monopólio estatal aqui dentro e ia ter um outro monopólio privado aí fora”, disse.

“A Petrobras tem sua função social prevista na Constituição. Por que não vai pra frente isso [privatização]? Porque aquilo [Petrobras] funciona em parte como se fosse uma caixa-preta, que nós temos que resolver esse assunto”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente ainda disse que a Petrobras ”está refém dos acionistas minoritários” . ”Não é fácil se você lutar contra esses oligopólios, monopólios e com uma empresa estatizada que não deve satisfação para ninguém”, acrescentou.

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Classificando o lucro da Petrobras como ”exagerado”, Bolsonaro afirmou que a estatal tem uma ”ganância enorme”. Em maio, a empresa declarou seu terceiro maior lucro trimestral da história, de R$ 44,5 bilhões. “Você vê outras petrolíferas no mundo baixarem a margem de lucro para, exatamente, ajudarem os seus países. A Petrobras tem aumentado a margem de lucro por ocasião das crises e continua da mesma maneira. Estamos tentando mudar”, afirmou o presidente.

Segundo Bolsonaro, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, tem enfrentado dificuldades para fazer mudanças na Petrobras porque elas dependem de reuniões do conselho e de “burocracias enormes”. Ele afirmou ainda não ter participação no aumento dos preços dos combustíveis e disse esperar que não haja novos reajustes até que as mudanças ocorram.

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