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Bolsonaro pede desculpas a irmão de petista assassinado em Foz do Iguaçu

O deputado Otoni de Paula, que estava presente na reunião, afirmou que o presidente da República foi “taxativamente” contra o que aconteceu.

Bolsonaro pede desculpas a irmão de petista assassinado em Foz do Iguaçu
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Crédito: Andressa Anholete / Freelancer)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu, nesta quarta-feira (20), com José Arruda, irmão do militante petista que foi assassinado em Foz do Iguaçu, para pedir desculpas por ter divulgado informações falsas sobre o crime. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) e o ex-senador Magno Malta também participaram do encontro.

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Segundo Otoni, o presidente da República pediu desculpas por ter afirmado que as pessoas que chutaram Jorge Guaranho, o responsável pela morte de Marcelo Arruda, após a troca de tiros eram petistas. “Eu disse a ele a verdade também e o José também falou, que aquele ato, o chute, depois, não foi um ato provocado por um petista, foi um ato de um amigo do Marcelo bolsonarista. O presidente se retratou com ele e reconheceu que aquela fala dele foi uma fala sem a devida informação verdadeira”, afirmou o emedebista. 

De acordo com as informações divulgadas pela Veja, o deputado Otoni de Paula disse que Bolsonaro “prestou toda solidariedade à família” e “foi taxativamente” contra o que aconteceu. “O presidente colocou muito claro que só há uma vítima nesse caso, que só há uma vítima nesse caso, que é o Marcelo. Ele era o dono da festa. Quem chega na festa para cometer o ato de violência é quem é o único responsável pela violência, e não o Marcelo”. 

O emedebista comentou que a reunião entre eles foi gravada e que há a possibilidade de que Bolsonaro divulgue-lá. O deputado finalizou dizendo que “o balanço que a gente faz é que esse caso nós damos como encerrado. Porém, esperamos que a Justiça seja feita, e se houver mais alguma coisa nesse caso que não foi esclarecido, que seja esclarecido, que seja esclarecido, para o bem das próximas eleições, para que esse clima de violência não prevaleça no Brasil de forma nenhuma”.