mortes na vila cruzeiro

Fux diz que PM do Rio ‘deve satisfações’ após operação que matou 23 na Penha

Ao comentar sobre o caso, Fux afirmou que preferiu “não polemizar”, mas aguarda manifestação da PM do Rio sobre o caso.

fux-diz-que-pm-do-rio-deve-satisfacoes-apos-operacao-que-matou-26-na-penha
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux (Crédito: Carlos Moura/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou nesta quinta-feira (26) que a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro deve prestar esclarecimentos sobre a operação policial na Vila Cruzeiro, realizada na última terça (24), que neutralizou 23 indivíduos.

Publicidade

Ao comentar sobre o caso, Fux afirmou que preferiu “não polemizar”, mas aguarda manifestação da PM do Rio sobre o caso. “Tendo em vista a posição em que se encontra o STF, achei por bem não polemizar com a PM. A PM deve satisfações, eu estou aguardando essas satisfações”, disse Fux.

Em entrevista na terça-feira (24), o secretário da PM do Rio, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, afirmou que a comunidade alvo da operação passou a receber mais bandidos em razão de uma decisão do Supremo. “A gente começou a reparar essa movimentação, essa tendência deles de migração para o RJ, a partir da decisão do STF ”, disse em entrevista. “Isso vem acentuando nos últimos meses. Esse esconderijo deles nas nossas comunidades é fruto basicamente dessa decisão do STF. É o que a gente entende, a gente está estudando isso, mas provavelmente deve ser fruto dessa decisão do STF”, continuou.

O ministro do Supremo, Gilmar Mendes, também comentou o tema no início da sessão desta quinta. Para ele, o STF deve “contribuir para superação as crises e não para ficar aí a apontar culpados ou bodes expiatórios”.

Mendes citou a “violência policial lamentável” e “quadro extremamente preocupante e com a palavra de autoridades locais atribuindo ao STF a responsabilidade por essa tragédia que nós sabemos que é um problema estrutural”.

Publicidade

“É preciso que as coisas sejam ditas com muitas clareza e perspectiva isenta, devemos contribuir para superação as crises e não para ficar aí a apontar culpados ou bodes expiatórios”, afirmou Gilmar.

“Todos nós fazemos votos de que esse quadro seja superado, mas sabemos que se o estado do Rio goza de alguma saúde financeira, isso se deveu a parceria que se estabeleceu com esse tribunal. Se não, teria colapsado em termos financeiros”, prosseguiu.

Publicidade