EM CANA

Justiça de SP rejeita prisão domiciliar para Roger Abdelmassih, condenado por crimes sexuais

Defesa tenta conseguir que o ex-médico seja transferido para prisão domiciliar há 5 anos.

Abdelmassih em entrevista para a Record TV durante uma de suas polêmicas envolvendo prisão domiciliar
Abdelmassih acumula 181 anos de reclusão por ter estuprado 37 pacientes (Créditos: Reprodução/Record TV)

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa de Roger Abdelmassih, médico especializado em inserminação condenado por estupro, de prisão domiciliar nesta segunda-feira (25). Abdelmassih acumula pena de 181 anos de reclusão.

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A defesa de Abdelmassih alega que o ex-médico precisa da prisão domiciliar em decorrência da sua idade avançada (78) e cardiopatia grave. Segundo os advogados, a saúde dele teria piorado muito em seu período encarcerado e que é preciso mudar o tipo de seu regime para proteger sua vida.

Abdelmassih não consegue fazer absolutamente nada, tendo de ser monitorado em tempo integral“, afirmou a defesa sobre a saúde do ex-médico.

Apesar disso, a juíza Sueli Zeraik não acatou o pedido. De acordo com a juíza, o encarcarado dispõe dos acompanhamentos médicos que precisa e citou um laudo pericial que confirma os ‘cuidados continuos ‘ e ‘atenção especial’ que Abdelmassih tem recebido ‘de forma ininterrupta.’

Além disso, Zeraik trouxe à tona que a mesma alegação de risco iminente a saúde já tem sido usada há 5 anos pela defesa do ex-médico. “Há de se reconhecer que, se a estrututra carcerária fosse de fato tão prejudicial à saúde (de Abdelmassih), ou lhe submetesse a iminente risco de morte, o mesmo certamente já teria fenecido“, afirmou.

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Atualmente, Abdelmassih é atendido pelo programa ‘Médicos Presos atendendo Presos‘, que fornece atenção médica 24 horas dentro dos presídios.