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Ministro da Justiça diz que não tratou de operações da PF com Bolsonaro

Alvo da PF, ex-ministro da Educação disse à filha que Bolsonaro lhe contou sobre ‘pressentimento’; Torres estava com presidente no dia da ligação.

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O ministro da Justiça Anderson Torres (esq.) e o presidente Jair Bolsonaro (dir.) (Crédito: Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro da Justiça, Anderson Torres, publicou neste domingo (26) uma nota na qual afirma não ter tratado de operações da Polícia Federal (PF) com o presidente Jair Bolsonaro (PF) durante viagem aos Estados Unidos no início deste mês.

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Segundo interceptação telefônica feita pela Polícia Federal, em 9 de junho, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse a uma filha que Bolsonaro havia lhe relatado “pressentimento” de que ele, Ribeiro, poderia ser usado para atingir o presidente. Milton Ribeiro foi preso pela PF no último dia 22 e solto um dia depois.

“Diante de tanta especulação sobre minha viagem com o Presidente Bolsonaro para os EUA, asseguro categoricamente que, em momento algum, tratamos de operações da PF. Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa, na referida viagem”, publicou o ministro da Justiça neste domingo.

Com base nessa e em outras gravações, o Ministério Público pediu autorização da Justiça para apurar se houve interferência de Bolsonaro nas investigações sobre Milton Ribeiro. O caso foi enviado para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), e a relatora é a ministra Cármen Lúcia.

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O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, disse ter sido autorizado pelo presidente a dizer à imprensa que ele “não interferiu na PF” e que não tem “nada a ver com essas gravações”.

 

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