General dos EUA diz que míssil hipersônico chinês pode ficar em órbita

O sistema usado pela China nesse míssil hipersônico é novo, o que pode fazer completar até duas voltas no planeta

General dos EUA diz que míssil hipersônico chinês pode ficar em órbita
A “órbita fracionada” é classificada como um veículo que atinge a órbita, mas antes de fazer a volta completa no planeta (Créditos: Hristo Rusev/Getty Images)

Um míssil hipersônico testado pela China pode ficar em órbita no espaço por um grande período de tempo, segundo informações da CNN, com base no site The Drive. Um oficial da Força Espacial dos Estados Unidos foi quem afirmou.

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Algumas perguntas foram respondidas pelo tenente-general Chance Saltzman, vice-chefe de operações espaciais, nucleares e cibernéticas da Força Espacial americana, sobre o sistema utilizado pela China, que utiliza um planador hipersônico capaz de lançar seus próprios projéteis para causar ataques.

Na manhã desta segunda (29), Saltzman, que fez a mudança da Força Aérea para a Espacial em 2020, disse em um evento online que “as palavras que usamos são importantes, para que possamos entender exatamente o que estamos falando aqui”.

“Eu ouço coisas como ‘mísseis hipersônicos’ e às vezes ouço ‘suborbitais’. Este é um sistema categoricamente diferente, porque uma órbita fracionada é diferente da suborbitária. Uma órbita fracionada significa que ele pode permanecer em órbita enquanto o usuário determinar e, em seguida, sair de órbita como parte de sua rota de voo”, disse Saltzman.

Informou a CNN com base no site The Drive, que, a velocidade hipersônica é definida como algo que passa de “Mach 5”, ultrapassando 5 vezes a velocidade do som. os sistemas suborbitais atingem o espaço, mas não entram em órbita.

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A “órbita fracionada” é classificada como um veículo que atinge a órbita, mas antes de fazer a volta completa no planeta, é trazida de volta para a Terra.

Porém, a reportagem diz que o sistema usado pela China nesse míssil hipersônico é novo, o que pode fazer completar até duas voltas no planeta. 

Saltzman diz que “claramente o sistema chinês foi projetado para passar períodos mais prolongados no espaço”.

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O que disse o tenente-general, está ligado ao comentário que o general John Hyten, vice-presidente dos Chefes do Estado-Maior Conjunto, disse à CBS News há algumas semanas.

“Eles lançaram um míssil de longo alcance”, disse Hyten. “Ele deu a volta ao mundo, lançou um veículo hipersônico que deslizou até a China, que impactou um alvo na China”.

Hyten disse quando perguntado sobre o míssil ter atingido o alvo: “Foi perto o suficiente”.

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Saltzman disse ainda, na dificuldade em rastrear o míssil, e como isso pode se tornar difícil atribuí-lo a um país.

“Muitos dos nossos alertas, você sabe, são baseados em mísseis balísticos, porque essa tem sido a principal ameaça por muitos anos”, disse o tenente-general. “Portanto, é responsabilidade da Força Espacial, acredito eu, garantir que estejamos desenvolvendo as capacidades para rastrear esses tipos de armas. Antes de serem lançadas, idealmente, mas depois durante todo o seu ciclo de vida – seja em órbita ou em execução de seu voo definido.”

“Se pudermos rastrear, podemos atribuir […] Acho que podemos impedir”, acrescentou. “[A Força Espacial precisa] ter certeza de que estamos desenvolvendo essas capacidades para rastrear e responsabilizar as nações que estão usando esses tipos de armas.”

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