ONU afirma que 549 civis foram mortos na Ucrânia

Entre as vítimas, 41 são crianças

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Mulheres e crianças fugindo da Ucrânia devastada pela guerra entram na Polônia na fronteira de Korczowa em 10 de março de 2022 em Korczowa, Polônia. (Crédito: Sean Gallup/Getty Images)

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira (10) que o número de civis mortos na guerra da Ucrânia subiu para 549. Entre as vítimas, há 41 crianças. Outras 957 pessoas ficaram feridas, sendo 52 menores de idade.

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O maior número de fatalidades confirmadas está nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, onde 123 morreram e 485 ficaram feridas. Por lá, rebeldes com apoio russo dominam o território.

Assim como tem feito diariamente, a ONU alertou que o número real de vítimas deve ser “consideravelmente maior”, principalmente nas áreas controladas pelo governo ucraniano.

“O recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi adiado e muitos dados ainda aguardam confirmação”, segundo o comunicado da agência.

Nas cidades de Volnovakha, Mariupol e Izium há relatos de centenas de vítimas que ainda não foram contabilizadas. A contagem começou no dia 24 de fevereiro, quando as tropas russas entraram no território ucraniano.

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Entenda a invasão da Rússia à Ucrânia

O presidente Vladimir Putin ordenou uma invasão na Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Desde então, o exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país.

Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia e cercam importantes cidades portuárias como Kherson e Mariupol.

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Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. Uma das demandas da Rússia nas negociações sobre a guerra é que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na OTAN e na União Europeia. Moscou também exige que Kiev reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano.

Putin argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin também diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.

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