PARA AUTODEFESA

Papa diz que envio de armas à Ucrânia é moralmente aceitável

A declaração foi dada a jornalistas no avião que o pontífice usou para retornar do Cazaquistão, onde participou do Congresso dos Líderes das religiões mundiais. 

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Papa Francisco (Crédito: Michael Campanella/ Getty Images)

O Papa Francisco defendeu, nesta quinta-feira (15), ser moralmente legítimo que países do Ocidente forneçam armas para a Ucrânia, de forma que Kiev possa se defender da agressão da Rússia. A declaração foi dada a jornalistas no avião que o pontífice usou para retornar do Cazaquistão, onde participou do Congresso dos Líderes das religiões mundiais.

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“Trata-se de uma decisão política, que pode ser moralmente aceitável se for feita sob certas condições de moralidade”, disse Francisco, que depois expôs os princípios de “guerra justa” da Igreja Católica, que permitiriam o uso proporcional de armas para autodefesa contra uma nação agressora.

“A autodefesa é não só lícita como uma expressão de amor pela terra natal. Alguém que não defende a si, que não defende alguma coisa, não ama essa coisa. Quem a defende, a ama.”

Ainda esclarecendo a questão, o Papa disse ser imoral fornecer armas se a intenção for provocar mais guerra. “A motivação é o que em grande parte qualifica a moralidade dessa ação”, afirmou.

Francisco passou os últimos três dias em Nursultan, a capital futurista do Cazaquistão, onde participou do Congresso dos Líderes das religiões mundiais e tradicionais. Durante a viagem, celebrou uma missa para a parca comunidade católica local, que corresponde a menos de 1% da população, e discursou em ao menos duas ocasiões.

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