Polícia prende manifestantes contra lockdown na Holanda

O segundo dia de protestos tenta impedir novas medidas sanitárias contra a Covid-19

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Lockdown (Crédito: Canva)

A polícia holandesa informou no domingo (21), que pelo menos 19 pessoas foram detidas no segundo dia de protestos contra o lockdown na Holanda. Os protestos tentam impedir as novas medidas sanitárias contra a Covid-19, já implementadas pelo governo. Cinco policiais ficaram feridos.

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As autoridades precisaram entrar em ação, pois grupos de manifestantes atacavam com pedras e outros objetos nos agentes de bairro popular. Os policiais e canhões de água, precisaram ser acionados para conter o fogo colocado em bicicletas em um cruzamento movimentado. Esses protestos, especificamente em Haia tem causado muito tumulto no país.

De acordo com o G1, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou há uma semana a volta de um lockdown parcial junto com uma série de restrições sanitárias, especialmente no setor de restaurantes, para impedir a propagação de covid-19. Os bares e restaurantes devem fechar às 20h, pelo menos até 4 de dezembro.

As últimas manifestações começaram na sexta-feira (19) à noite em Rotterdan, onde durante um protesto o prefeito da cidade disse ter se transformado em “uma orgia de violência”. Segundo autoridades, três pessoas atingidas por balas permaneceram no hospital. Os protestos foram iniciados por grupos de oposição ao governo atual, por não concordarem com a decisão de restringir um comprovante de vacinação para quem se recuperou da covid-19.

O lockdown na Holanda é o primeiro da Europa Ocidental com intuito de conter os casos da covid-19, que desde o abandono de algumas medidas sanitárias como o distanciamento social desde setembro, tem mudado o cenário pandêmico do país. Cerca de 85% da população adulta holandesa já foi totalmente vacinada contra a covid-19.

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Para conter o surto, o governo incentiva pessoas a trabalharem de casa e insere outras limitações. Quanto às escolas, continuarão abertas. Outros países, também estão com manifestações contra algumas medidas sanitárias. Bruxelas e Bélgica ficaram com as ruas lotadas, no domingo (21).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que há uma preocupação com o aumento de casos de covid-19 na Europa, que vive uma nova onda de infecções pelo novo coronavírus. Em entrevista à BBC, Hans Kluge, diretor regional da OMS, disse que 500 mil mortes podem ocorrer até março, se medidas urgentes não forem adotas.