Rússia afirma ter assumido “controle total” da cidade ucraniana de Kherson

A informação foi passada pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, segundo a agência de notícias russa TASS

Rússia afirma ter assumido controle total da cidade ucraniana de Kherson
Tanque russo (Crédito: Nina Zotina – Host Photo Agency via Getty Images)

07h00 Rússia afirma ter assumido “controle total” da cidade ucraniana de Kherson

O governo da Rússia garantiu esta quarta-feira (02) que as suas forças assumiram o “controle total” da cidade ucraniana de Kherson (sul), no quadro da invasão iniciada a 24 de fevereiro por ordem do presidente russo, Vladimir Putin. “Unidades das Forças Armadas russas assumiram o controle total da capital da província de Kherson”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, segundo a agência de notícias russa TASS.

Publicidade

“As infraestruturas civis e as instalações de apoio à população e os transportes urbanos funcionam normalmente. A cidade não sofre escassez de alimentos ou bens essenciais”, acrescentou, horas depois que a mídia ucraniana noticiou uma intensificação dos combates na área.

“As infraestruturas civis e as instalações de apoio à população e os transportes urbanos funcionam normalmente. A cidade não sofre escassez de alimentos ou bens essenciais”

Sublinhou ainda que estão em curso “negociações” entre os militares e as autoridades municipais e provinciais para garantir que as infraestruturas essenciais continuam a funcionar e garantir a segurança da população de Kherson.

15h15 Desembarque em Kharkiv

Tropas aéreas russas desembarcaram em Kharkov da noite dessa terça-feira (1º), para quarta-feira (2), segundo oficiais do exército ucraniano, evocando os combates em andamento dentro da grande cidade localizada no leste do país.

Publicidade

“Tropas aéreas russas desembarcaram em Kharkiv (…) e atacaram um hospital local”, disseram membros das forças armadas em comunicado. “Há uma luta acontecendo entre os invasores e os ucranianos”, acrescentaram.

O anúncio ocorre no sétimo dia da ofensiva russa na Ucrânia, lançada na última quinta-feira, 24 de fevereiro, e intensificada na terça-feira após uma primeira fase sem grandes vitórias para Moscou. Antes da chegada das tropas russas, a cidade foi “notificada” por Vladimir Putin.

Kharkov, a segunda cidade ucraniana com 1,4 milhão de habitantes e próxima à fronteira com a Rússia, sofreu bombardeios no dia anterior que deixaram pelo menos dez mortos e mais de 20 feridos. Esses números foram divulgados por autoridades oficiais.

Publicidade

Os bombardeios russos sobre a Ucrânia, uma semana após o início da invasão

Uma semana depois do início do conflito, a mídia ucraniana noticiou novas explosões à noite na capital e em Bila Tserkva, cerca de 80 km ao sul. Além disso, bombardeios foram relatados em Zytomir, a oeste de Kiev, com dois mortos e três feridos.

Em Mariupol, às margens do Mar de Azov, mais de uma centena de pessoas ficaram feridas terça-feira por tiros russos, disse o prefeito da cidade, Vadim Boichenko, também citado pela mesma mídia ucraniana que noticiou os ataques aéreos.

Ainda mais a oeste, em Kherson, cujos acessos já eram controlados pelas forças russas, eles assumiram o controle da estação de trem e do porto, segundo seu prefeito Igor Kolykhayev. O exército ucraniano havia alertado sobre manobras das tropas invasoras.

Publicidade

Como previsto, as forças lideradas por Vladimir Putin pretendiam cercar e assaltar as principais cidades do país, para onde se dirige uma enorme coluna de veículos e armas russas segundo imagens obtidas por satélites.

Embora ainda não tenham reivindicado nenhuma grande vitória, os russos parecem avançar mais do que tudo no sul da Ucrânia, onde controlavam a península anexada da Crimeia e parte de Donbas, o território rebelde pró-Rússia que estava contra Kiev desde 2014.

Para Kiev, um novo perigo também se esconde ao norte, na Bielorrússia, aliada de Moscou, que ordenou o envio de tropas adicionais na fronteira com a Ucrânia. De acordo com o Ministério da Defesa ucraniano, essas tropas poderiam “apoiar os invasores russos no futuro”.

Publicidade

JFG

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Perfil Brasil.

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.