AQUECIMENTO GLOBAL

Suíça registra derretimento recorde de geleiras e encontra restos de avião

Recuo do gelo permitiu que alpinistas encontrassem corpos há anos perdidos e um avião que caiu em 1968.

Algumas montanhas perderam metros de seu volume de gelo habitual (Créditos: Sean Gallup/Getty Images)

A Suíça registrou a pior taxa de derretimento das suas geleiras há mais de um século. Segundo o Glamos, órgão que monitora as geleiras, o país perdeu 6,2% da sua massa de gelo de 2021 para 2022, quase o dobro do recorde de 2003, que foi de 3,8%.

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Em relação à anos anteriores, o derretimento nas geleiras suíças foi de 2% do volume das geleiras em 2020, 2,2% em 2019 e 2,9% em 2018. No Twitter, Matthias Huss, diretor da Glamos, publicou uma foto de uma montanha que perdeu 6 metros de neve e escreveu “Simplesmente incrível. Algo que os cenários climáticos previam para o futuro, mas agora nós já estamos nele.”

No total, a perda esse ano foi de três quilômetros cúbicos, que segundo um relatório da Academia Suíça de Ciências, foi provocada pela baixíssima precipitação de neve no país no inverno passado combinada com ondas de calor.

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Devido a perda desse volume, cientistas que monitoram os alpes na Suíça, incluindo Huss, tiveram que fazer reparos de emergência em dezenas de estações meteorológicas nas regiões das geleiras, pois o derretimento do gelo corria o risco de desalojar postes de medição.

Nas últimas semanas dois corpos foram encontrados por alpinas na região de Valais devido à redução da camada de neve. A polícia local retirou as carcaças com helicópteros e exames de DNA estão sendo conduzidos para identificar os mortos. Em agosto, um guia montanhista encontrou restos de um acidente aéreo que ocorreu em 1968. Autoridades estimam que 300 corpos ainda estão desparecidos nos alpes suíços.

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