suprema corte

Moraes determina prisão de homem que ameaçou Lula e ministros do STF

Ivan Rejane Forte Boa Pinto, 46, foi preso nesta sexta-feira (22) pela Polícia Federal em Belo Horizonte.

moraes-determina-prisao-de-homem-que-atacou-lula-e-ministros-do-stf
Alexandre de Moraes (Crédito: Carlos Moura/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu pedido da Polícia Federal e determinou nesta sexta-feira (22) a prisão temporária de um homem que atacou nas redes sociais o ex-presidente Lula da Silva (PT) e ministros da Suprema Corte.

Publicidade

De acordo com o Supremo, Ivan Rejane Forte Boa Pinto, 46, foi preso nesta sexta-feira (22) pela Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele havia sido candidato a vereador da capital mineira em 2020, sob o nome “Ivan Papo Reto“, pelo PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além da prisão, na qual Ivan resistiu, Moraes determinou a busca e apreensão de “armas, munições, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos” que estivessem na posse de Boa Pinto. O ministro também determinou ao Twitter, YouTube e Facebook que bloqueiem as redes sociais do ex-candidato e que o Telegram bloqueie um grupo que ele administrava.

A Polícia Federal, que solicitou ao ministro a prisão de Ivan Boa Pinto, afirmou que ele utiliza canais da rede (YouTube, Facebook, Twitter) e aplicativos de mensagem para “mandar um recado para a esquerda brasileira”, cooptando apoiadores com o fim de “caçar” e de “praticar ações violentas dirigidas a integrantes de partidos políticos à esquerda do espectro ideológico e a ministros do Supremo”. 

A PF ainda destacou que, apesar de as condutas terem sido feitas em redes sociais, não podem ser desprezadas porque podem ser usadas para “impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo, por meios ilegais”.

Publicidade

“Publicações de ameaças contra pessoas politicamente expostas têm um grande potencial de propagação entre os seguidores do perfil, principalmente considerando o ingrediente político que envolve tais declarações”, acrescenta a PF.