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Lira bate boca com deputado do PSOL e ameaça levá-lo ao Conselho de Ética

O bate boca começou quando os partidos faziam a sua orientação para a votação de uma medida provisória que envolve incentivos para o setor petroquímico.

Lira bate boca com deputado do PSOL e ameaça levá-lo ao Conselho de Ética
A discussão se deu por divergências em relação à privatização da Petrobras (Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Nesta terça-feira (31), durante uma sessão em plenário na Câmara dos Deputados, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o deputado federal Glauber Braga (PSOL) tiveram um bate boca e Lira ameaçou “usar medidas mais duras para retirá-lo do plenário” e também disse que o seu partido, o PP, levará o caso ao Conselho de Ética da Casa.

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O bate boca começou quando os partidos faziam a sua orientação para a votação de uma medida provisória que envolve incentivos para o setor petroquímico. Glauber, ao assumir o microfone, começou questionando se Lira “não tinha vergonha”, porém não conseguiu continuar pois teve seu microfone cortado pelo próprio presidente da Câmara. “Está exagerando há muito tempo”, disse Lira.

Com o microfone desligado, Glauber alegou ter direito de fala por representar a liderança do partido, mas foi repreendido por Lira:

“Eu não vou fazer o carnaval que o deputado Glauber Braga está querendo, não. O senhor não está delegado pela liderança, o senhor não tem direito regimental de falar. Não vai tumultuar a sessão sozinho.” 

Ao dizer que levaria o caso ao Conselho de Ética, Lira completou:

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“Vossa Excelência, por esse partido, o partido do presidente desta Casa, responderá no Conselho de Ética e vai ter todas as oportunidades de fazer sua defesa ou acusações lá sobre o que ia falar, mas pelo começo da fala já se tem a impressão de que não será muito proveitoso.”

Após os momentos mais tensos, Lira deu a palavra a Glauber para falar, em tribuna, em nome de seu partido (PSOL):

“Está para nascer ainda quem utilizar essa presidência achando que vai calar aquilo que tenho a dizer. A pergunta que eu fiz no microfone, faço novamente: o senhor não tem vergonha não? É pecado perguntar se o senhor não tem vergonha? Lamentável não é a minha indignação, lamentável é o senhor se sentir a vontade para no ano de 2022, como presidente da Câmara, trair e entregar o patrimônio brasileiro fingindo que está fazendo bem à população brasileira.”

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E Glauber continuou:

“Eu não posso acusar o senhor de corrupção, o senhor foi denunciado por um esquema na Petrobras com indicação de diretores pelo seu partido PP. O senhor é culpado? A Justiça é quem vai dizer. Agora não me venha apresentar como solução para tudo o que aconteceu com a Petrobras o processo de privatização aqui no ano de 2022 como se todos nesse plenário fossem ficar calados.” 

 

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