Corpos encontrados

PF diz que Amarildo confessou a morte de jornalista e indigenista no Amazonas

Segundo as informações oficiais da PF, Amarildo Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, assumiu que matou, queimou, esquartejou e enterrou os corpos das vítimas.

PF diz que Amarildo confessou a morte de jornalista e indigenista no Amazonas
Amarildo Costa Oliveira, o “Pelado” confessou o crime (Crédito: Reprodução)

Na noite desta quarta-feira (15), o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Fontes, confirmou a confissão de Amarildo pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari. O anúncio foi feito em entrevista coletiva concedida à imprensa.

Publicidade

Segundo as informações oficiais da PF, Amarildo Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, assumiu que matou, queimou, esquartejou e enterrou os corpos das vítimas. Algumas partes dos corpos foram encontradas enterradas no local indicado por Amarildo. Será feita uma análise de perícia para a verificação das identidades. Caso o resultado seja positivo, os remanescentes humanos serão entregues às famílias das vítimas.

Além de Amarildo, também está preso seu irmão Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, mas segundo informações da Polícia Federal, Oseney não confirmou participação no caso. Uma outra pessoa foi denunciada por Amarildo e a PF agora investiga a identidade desse terceiro suspeito, e novas prisões não estão descartadas. As investigações seguem em sigilo e ainda não existe conclusão sobre o que motivou o crime.

Durante a entrevista, Alexandre Fontes disse que Amarildo fez a confissão na noite de terça-feira (14), quando narrou o crime em detalhes. Nesta quarta (15), ele foi levado até o local em que disse que os corpos estavam enterrados e onde afundou a embarcação das duas vítimas.

Os restos mortais estavam enterrados a cerca de 3 km de distância de onde foram achados os pertences pessoais do indigenista e do jornalista. Os policiais tiveram que caminhar mais de 25 minutos em uma área de mata fechada para encontrar os corpos.

Publicidade

“Não teríamos condições de chegar ao local de maneira rápida sem a confissão”, afirmou o superintendente da PF.