Rússia avança em ataques e tenta conquistar 2ª maior cidade da Ucrânia

O município é um polo científico e industrial, tendo sido transformado em um símbolo de resistência

O município é um polo científico e industrial na Ucrânia, tendo sido transformado em um símbolo de resistência da guerra.
Rússia tenta tomar 2ª maior cidade da Ucrânia – Créditos: Canva

Durante esta semana, os exércitos da Rússia avançaram em seus ataques em todo território ucraniano. Com intensificação dos combates no leste e criação de novos no norte, os russos estão tentando conquistar Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. 

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A ofensiva é uma das maiores medidas da Rússia na guerra, desde que a cidade foi reconquistada pelas forças ucranianas em 2022. O exército da Ucrânia está em defensiva, construindo uma linha de frente que tem mais de mil quilômetros. A região de Kharkiv foi esvaziada pelas autoridades, com 7.500 pessoas sendo retiradas da região.

O município é um polo científico e industrial, tendo sido transformado em um símbolo de resistência da guerra, devido à fortaleza dos soldados. Eles resistiram a longos ataques russos. Agora, está a ponto de ser tomado.

De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, centro de pesquisas estadunidense, essa dominação se dá por dois motivos principais: organização russa e falta de ajuda externa à Ucrânia. De um lado, a Rússia tem feito remanejamentos financeiros e organizando seu exército para melhorar a qualidade de suas armas, veículos e soldados. Isso garante maior habilidade nos campos de batalha. Do outro, porém, o Instituto afirma que falta à Ucrânia apoio internacional, através de equipamentos.

Com a falta de auxílio dos Estados Unidos, principal financiador, o exército ucraniano teve suas artilharias deterioradas, o que configura um cenário de fraqueza e vulnerabilidade nos territórios. Em reunião na terça-feira (14), Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que seu país precisa de mais defesas aéreas.

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Ucrânia recebe ajuda externa

A União Europeia (UE), nesta semana, aprovou um plano que regulamenta pagamentos através de um pacote financeiro para a Ucrânia, que pode chegar a US$ 54 mil. Emmanuel Macron, presidente da França, disse a Zelensky que sua nação pretende enviar ajuda militar ao território “nos próximos dias e semanas”. 

Em abril deste ano, os Estados Unidos também aprovou um pacote de ajuda, com valor de US$ 60,8 bilhões. Este pacote, porém, teve sua entrega adiada em dois meses, devido à repressão do Partido Republicano para não aprovação.

Nas redes sociais, Zelensky afirmou que para conquistar a paz, o país precisa de ajuda da comunidade internacional. “Devemos todos fazer todos os esforços agora para garantir que as ações ofensivas da Rússia e a tentativa de expandir a guerra fracassem“, escreveu. Confira:

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Over the course of the day, all of Ukraine’s Defense Forces units managed to partially stabilize the situation in the Kharkiv region, where our defense operations continue in the border areas and near Vovchansk.

The occupiers who have entered the Kharkiv region are being… pic.twitter.com/gpt5Vb7W5M

— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 15, 2024

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Situação atual da Rússia

Ainda nesta semana, o presidente russo Vladimir Putin irá se encontrar com o líder chinês, Xi Jinping. Antes da visita à China, Putin já havia elogiado o governo de Jinping pelo pedido do fim das hostilidades ucranianas. Além disso, ele criticou a Ucrânia por “trabalharem obstinadamente para punir a Rússia, isolá-la e enfraquecê-la”.

Todos estes avanços das tropas militares acabaram, em abril, deixando a Rússia com uma taxa de mortalidade de soldados muito alta: a média do mês foram 899 mortes por dia.

 * Sob supervisão de Lilian Coelho

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