Aumenta em 66% número de crianças que não sabem ler nem escrever

ONG aponta o crescimento da falta de alfabetização durante a pandemia do Covid-19

Aumenta em 66% número de crianças que não sabem ler nem escrever
Sala de aula infantil durante a pandemia (Créditos: Ina Fassbender/ Getty Images)

A ONG Todos pela Educação divulgou um levantamento, a partir de dados do IBGE, que indica o crescimento de 66% de crianças que não sabem ler ou escrever no Brasil, o que se intensificou com a pandemia. De acordo com a pesquisa, 40,8% das crianças entre 6 e 7 anos não sabiam ler ou escrever em 2021.

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 Entre crianças pretas, com a mesma faixa etária, o índice passa a ser de 47,7%. Já entre crianças pardas, 44,5% e brancas, de 35,1%. A partir da pandemia do Covid-19, as aulas deixaram de ser presenciais e passaram a ser remotas, o que é de acordo com a ONG é uma das principais explicações para a queda no índice de alfabetização, uma vez que muitos não tiverem como se adaptar ao ensino a distância.

Alguns dos principais motivos para a não adaptação ao ensino a distância são a falta de equipamentos como computadores, notebooks e celulares, como também o próprio acesso à internet. De acordo com dados da TIC Domicílios, 47 milhões de brasileiros permanecem desconectados, sendo que 95% fazem parte das classes C e D/E.

Um dos líderes da ONG Todos pela Educação destacou que: “Os efeitos são graves e profundos, então não serão superados com ações pontuais. As Secretarias de Educação precisam oferecer um apoio muito bem estruturado à gestão escolar e aos professores, que já estão com imensos desafios”.

“A situação é preocupante em diversas dimensões”, declara a nota divulgada à imprensa. Além disso, a ONG reforça que a não-alfabetização na faixa etária apropriada pode ocasionar prejuízos futuros, sendo os principais deles a reprovação e a evasão escolar.

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