Kremlin diz que negociações com ucranianos não foram promissoras

Delegações dos dois países se encontraram nesta terça-feira (29) em Istambul para tentar um acordo

Por mais que a Rússia tenha dito e prometido que iria reduzir os ataques na Ucrânia, o Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse nesta segunda-feira (30) que as negociações que aconteceram na Turquia com os uranianos “não foram promissoras”. A cidade de Chernihiv, no norte ucraniano tornou a ser um alvo de novos ataques intensos, de acordo com a afirmação do prefeito local Vladyslav Atroshenko.

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“É positivo que o lado ucraniano tenha pelo menos começado a formular concretamente e colocar no papel o que propõe. Quanto ao resto, ainda não podemos afirmar nada promissor, nenhum avanço. Muito trabalho pela frente”, disse Peskov a repórteres em uma teleconferência regular.

Em entrevista a John Berman, da CNN, Atroshenko criticou a alegação da Rússia na terça-feira (29) de que planejava “reduzir drasticamente” seu ataque militar a Chernihiv e à capital da ucrânia, Kiev. “Esta é mais uma confirmação de que a Rússia sempre mente”, disse ele a Berman.

Na terça-feira, a promessa da Rússia parecia mostrar sinais de progresso em direção a uma saída para o conflito. Porém, segundo o Atroshenko, as hostilidades só aumentaram em Chernihiv desde que a reinvindicação foi feita.

A Ucrânia, ainda nesta quarta-feira fechou um acordo para que três corredores humanitários fossem abertos em seu território, isso inclui uma rota partindo de Mariupol, cidade portuária sitiada pelos russos. Outros dois caminhos para a fuga dos civis foram estabelecidos em Melipotol e entre as cidades de Enerhodar para Zaporizhzhia. Foi acertada também a entrega de ajuda humanitária a Berdyansk.

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