‘Partir o Juntos pela Mudança seria suicídio’, diz Ángel Rozas

O líder do radicalismo conversou com Jorge Fontevecchia na Rádio Perfil sobre o encontro na casa de Juan Manuel Urtubey

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Ángel Rozas (Credito: Divulgação/ Parlamento do Mercosul)

O líder do radicalismo Ángel Rozas conversou com Jorge Fontevecchia na Rádio Perfil sobre o ‘Juntos pela Mudança’ e seu encontro na casa de Juan Manuel Urtubey.

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JF: O encontro na casa de Juan Manuel Urtubey, o “assado anticrack”, significa o surgimento de uma alternativa eleitoral que não faz parte de nenhuma das duas coalizões existentes? Ou um processo de aproximação entre o governador de Córdoba e outras lideranças que antes compunham aquela “larga avenida no meio” para Juntos pela Mudança e conseguir dois terços de apoio para governar?

AR: Foi um encontro de amigos e amigos da política, viemos de lugares diferentes, ideologicamente, mas como toda a sociedade preocupada com os acontecimentos atuais na Argentina, convocamos, sem agenda prévia, para uma reunião aberta. Isso pode terminar em uma grande aliança com base em uma proposta concreta em questões econômicas, políticas e sociais. Não é que nos reunimos para que não-peronistas, não-kirchneristas, se unam pela mudança. A intenção pode ser que todos nos unamos nessa coalizão que está longe de ser extremista, pois prejudica a grande massa de argentinos. É uma hipótese, seria uma grande coalizão, que peronistas não kirchneristas e nós que compomos Juntos pela Mudança se juntem, ampliem a base eleitoral do Juntos pela Mudança, daqueles que fizeram aquela avenida. 

JF: Para realizar o que precisa ser feito, é necessária uma massa crítica de poder político. Há duas alternativas: ou essas pessoas que permanecem da Alternativa Federal se unem em um governo, aliança eleitoral; ou os radicais que saem do Juntos pela Mudança unem forças e criam uma nova coalizão, incluindo os setores residuais do peronismo, como o partido que liderou Roberto Lavagna como seu candidato. Qual dessas duas alternativas você acha mais provável?

AR: Sair Juntos pela Mudança é suicídio para qualquer líder. Poderia se concretizar ampliando a participação de setores em uma grande aliança chamada Todos Juntos, ou qualquer outro nome, que os setores que hoje não fazem parte do Juntos pela Mudança podem se unir. Não se trata apenas de vencer, é preciso ter maioria para realizar as reformas estruturais que o país nos exige há cinquenta ou sessenta anos. É preciso ter um programa econômico que dê previsibilidade. Se não houver projeto, o mal-estar das pessoas com a classe política aumenta e nós somos responsáveis ​​por isso.

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JF: Você mencionou que pode ser chamado de outra coisa, que seja um grupo de partidos que inclui aqueles que estão hoje no Together for Change, mais aqueles que estavam na Aliança Federal. Você pode imaginar essa hipótese concorrendo no PASO, com candidatos do radicalismo, PRO e peronismo de Córdoba?

AR: Eu gostaria de nos enfrentar nas primárias, que o voto popular decida e o candidato a presidente será aquele que o povo decidir. O radicalismo tem que se apresentar com candidatos, o PRO também o fará, e se isso se concretizasse, a Alternativa Federal teria que apresentar seus candidatos.

JF: Você consegue imaginar o radicalismo apresentando candidatos puros ou dividindo a candidatura com o PRO?

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AR: As fórmulas combinadas não me assustam, mas eu faria todo o possível para que um radical encabeçasse a lista para Presidente da Nação, combinado com alguém naturalmente de outra orientação político-ideológica. As alianças fracassam e continuarão fracassando porque são formadas de forma errada, não são feitas com base em um programa. Temos divergências com pessoas do PRO, é muito bom se for previamente acordado.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Perfil Brasil.

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.

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