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Sob coros de ‘genocida’ e ‘mito’, Bolsonaro vai à Câmara para receber medalha de Mérito Legislativo

Presidente fez a pé o percurso de menos de 1 km entre o Palácio do Planalto e o Congresso

Sob coros de 'genocida' e 'mito', Bolsonaro vai à Câmara para receber medalha de Mérito Legislativo
(Crédito: Andressa Anholete/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro foi à Câmara nesta quarta-feira (24) para receber a medalha de Mérito Legislativo, que será entregue em sessão solene no plenário.

Bolsonaro fez a pé o percurso de menos de 1 km do Palácio do Planalto ao Congresso, onde foi recebido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ao ser condecorado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro ouviu vaias de deputados opositores e aplausos de simpatizantes, seguido de coros com as palavras ‘genocida’ e ‘mito’.

Essa condecoração proposta pelo Major Vitor Hugo muito me honra, estou muito feliz. Meu amigo Lira, muito obrigado pela deferência e pela forma como se relaciona conosco“, disse.

Na abertura da sessão, Arthur Lira fez um discurso sem referências diretas a Bolsonaro, destacando de forma geral a contribuição de todos os agraciados com a medalha e o papel da Câmara em meio à pandemia do novo coronavírus.

“[Passamos] por momentos mais desafiadores, circunstâncias fizeram enfrentar uma tempestade perfeita, com pandemia, mortes, impactos pela economia, inflação e desemprego. Em meio à fúria, o parlamento permaneceu firme como farol iluminando o caminho seguro a ser seguido”, disse Lira.

Mas não trabalhamos sozinhos. Para que o legislativo pudesse dar as respostas mais certas nas horas mais incertas, a contribuição, a inspiração e o apoio dos agraciados deste ano foram fundamentais“, completou.

A medalha do Mérito Legislativo foi criada em 1983. A costuma ser concedida a pessoas e entidades que “prestaram serviços relevantes ao poder Legislativo ou ao Brasil”, segundo o site da Câmara.

Além de Bolsonaro, neste ano estão entre os homenageados o Papa Francisco, o ministro de Relações Exteriores, Carlos França, o fotógrafo Sebastião Salgado e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

O presidente da República segue dizendo que não tomou a vacina contra a Covid. Um ato assinado por Lira no mês passado passou a exigir a comprovação de pelo menos uma dose da vacina para permitir a entrada na Câmara.

A regra, no entanto, não tem sido aplicada a autoridades e parlamentares em geral, apenas a funcionários, imprensa e servidores.

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