Ministério da Saúde informa sobre doença renal crônica em adulto

O material está disponível na plataforma Linhas de Cuidado, ferramenta interativa criada pela Secretaria Nacional de Atenção Primária à Saúde, que já reunia orientações sobre oito temas em saúde

O Ministério da Saúde disponibilizou, na internet, um conjunto de informações para ajudar profissionais de saúde, gestores públicos e a população a identificar e tratar a doença renal crônica em adultos. A enfermidade, que afeta cerca de 1,5% da população brasileira, prejudica o funcionamento adequado dos rins dos pacientes.

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O material está disponível na plataforma Linhas de Cuidado, ferramenta interativa criada pela Secretaria Nacional de Atenção Primária à Saúde, que já reunia orientações sobre oito temas em saúde: acidente vascular cerebral (AVC); hipertensão arterial sistêmica; HIV/aids e obesidade (todos em adultos), além do transtorno do espectro autista (TEA) em crianças e do diabetes mellitus tipo 2, hepatites virais e tabagismo em qualquer idade. Mais 17 temas estão em desenvolvimento.

Segundo o Ministério da Saúde, a plataforma Linhas de Cuidado estabelece o percurso assistencial adequado para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) nos diferentes níveis de atenção. No portal, é possível consultar protocolos, diretrizes e normas técnicas estabelecidos pelo ministério e pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde relacionadas aos temas já disponíveis.

Ainda de acordo com a pasta, as linhas de cuidado não só ajudam a população a saber quais serviços públicos deve procurar e os cuidados recomendados para cada caso e etapa do tratamento, como também pode auxiliar os profissionais de saúde a elaborar estratégias de prevenção, rastreio e atenção aos pacientes. Além disso, os gestores públicos podem usar a ferramenta para obter informações que ajudem a organizar e sistematizar os serviços de saúde.

Diagnóstico

Segundo o Ministério da Saúde, entre os fatores de risco para desenvolvimento da doença renal crônica estão a hipertensão (33%), o diabetes (30%), as glomerulonefrites (9%) e a doença renal policística (4%).

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O SUS financia cerca de 90% dos tratamentos de pacientes que se submetem à terapia renal substitutiva (TRS), procedimento que compreende tanto a diálise (hemodiálise e diálise peritoneal) quanto o transplante renal.

A rede de saúde pública também promove ações para tentar identificar, já na atenção primária, pessoas com risco de desenvolver a doença renal crônica. Nesse sentido, além do controle e tratamento dos fatores de risco como forma de prevenção, é importante a população ter acesso a formas de obter um diagnóstico precoce.

“A detecção precoce reduz a progressão da lesão [dos rins] e facilita a recuperação dos pacientes. Por isso, a atenção primária é tão importante nesse processo”, avalia o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, em nota.

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(Agência Brasil)