Escalada dos preços

Botijão de gás custa 9,3% do salário mínimo

Segundo a FNP, o preço do botijão chegou a R$ 113,48.

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Gasolina e produtos alimentícios também tiveram aumento no mês de abril (Crédito: Canva Fotos)

Na última semana, o botijão de gás de 13 quilos foi vendido em média a R$ 113,24, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O valor do item essencial está custando o equivalente a 9,3% do salário mínimo (R$ 1.212).

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Na média mensal, segundo o Observatório Social da Petrobras, organização ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), o preço do botijão chegou a R$ 113,48, alcançando o maior valor real da série histórica, que tem início em julho de 2001.

Vale ressaltar que o valor médio do botijão é mais que o dobro do auxílio gás pago pelo governo federal às famílias de baixa renda: previsto para bancar metade do preço de um botijão, o benefício hoje é de R$ 51 – 44,5% do preço médio.

Segundo o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), o gás de cozinha voltou a comprometer o salário mínimo na mesma proporção de 2017. “Nesses 15 anos, com a manutenção do preço do gás de cozinha e a valorização do salário mínimo essa proporção foi caindo, mas houve uma inversão em 2017 com a alta dos valores do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e o aumento real do salário mínimo”, afirma Dantas.

Ele apontou, ainda que a situação fez crescer o uso da lenha para cozinhar entre os brasileiros: a partir de 2017, ela superou o GLP. “E, em 2020, esse consumo já era 7% maior do que o de GLP”, afirma o economista.

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