oposição silenciada

ONG contabiliza 16,4 mil prisões na Rússia em seis meses de guerra com Ucrânia

Desde o início do conflito na Ucrânia, os deputados russos aprovaram 16 novas leis repressivas contra manifestantes anti-guerra.

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(Créditos: Mario Tama/Getty Images)

A organização de direitos humanos OVD-Info e o site de notícias independente Meduza fizeram um relatório conjunto quantificando como o movimento anti-guerra vem sendo rechaçado no país, com um arsenal de medidas de censura adotadas pelo governo da Rússia para silenciar opositores.

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Segundo o relatório, “uma ditadura foi realmente instaurada na Rússia”, com ativistas e políticos independentes presos ou forçados ao exílio, processos contra cidadãos comuns que tentam se opor à invasão, concertos e exposições de artistas “não confiáveis” cancelados e a mídia independente censurada ou expulsa do país.

Segundo a organização, de 24 de fevereiro a 17 de agosto ocorreram pelo menos 16.437 prisões relacionadas a protestos contra a guerra iniciada pela Rússia.  Além das prisões durante e após as manifestações, as autoridades do governo Putin também têm praticado detenções “preventivas” usando um sistema de reconhecimento facial, diz o relatório.

Ação do legislativo russo

Desde o início da guerra na Ucrânia, os deputados da Duma, o parlamento da Rússia, aprovaram 16 novas leis repressivas ou emendas a documentos existentes, de acordo com o levantamento da organização de direitos humanos.

Uma delas foi a que criminalizou o que o governo Putin chamou de “fake news” sobre a guerra, punindo jornalistas e cidadãos com até 15 anos de prisão.

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Ela teve forte impacto sobre o jornalismo local e internacional. Muitas organizações de mídia estrangeiras fecharam escritórios na Rússia ou removeram seus correspondentes para evitar riscos de punições severas.

 

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