colaboração militar

General Santos Cruz, do Brasil, vai chefiar equipe da ONU de investigação de ataque na Ucrânia

Indicação do general brasileiro partiu do secretário-geral da ONU, Antônio Guterres.

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General Carlos Alberto dos Santos Cruz (Créditos: MONUSCO/ Myriam Asmani/Flickr)

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, indicou o general brasileiro Carlos dos Santos Cruz como líder uma investigação sobre o ataque contra uma prisão em Olenivka, na Ucrânia, na qual 50 prisioneiros de guerra morreram.

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“O general Santos Cruz é um oficial respeitado com mais de 40 anos de experiência nacional e internacional em segurança pública e militar, inclusive como comandante de operações de paz da ONU”, disse Guterres.

O secretário afirmou também que a organização vai trabalhar para ter os acessos e garantias de segurança para a equipe em Olenivka. “De uma forma direta, uma missão para apurar os fatos precisa ser livre para apurar os fatos”, afirmou Guterres.

Entenda o caso de Olenivka

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No fim de julho, prisioneiros de guerra foram mortos e 75 ficaram feridos na prisão na cidade de Olenivka, que está na linha de frente da guerra e, atualmente, é dominada por separatistas apoiados pela Rússia.

Um porta-voz dos separatistas estimou o número de mortos em 53 e acusou o governo da Ucrânia de atacar a prisão com foguetes Himars, fabricados nos EUA.

As forças armadas da Ucrânia negaram a responsabilidade, dizendo que a artilharia russa tinha como alvo a prisão para esconder os maus-tratos aos detidos lá. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a Rússia cometeu um crime de guerra e pediu condenação internacional.

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O edifício foi queimado cheio de camas de metal, algumas delas com corpos carbonizados ainda deitados, e outros corpos estavam alinhados em macas militares ou no chão do lado de fora.