acordo com FMI

Lula critica governo de Alberto Fernández na Argentina

O candidato do PT à presidência destacou que o presidente argentino está “em apuros” e sugeriu que não deveria ter mantido o acordo com o Fundo Monetário Internacional.

Lula critica gestão de Alberto Fernández na Argentina
(Crédito: Getty Images)

Em jantar com empresários em São Paulo, nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência pelo PT, afirmou que o presidente argentino, Alberto Fernández, está “em apuros” devido à situação atual do país e que não sabe o que vai acontecer” com a Argentina em decorrência da sociais, políticos e econômicos.

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Segundo o jornal O Globo, Lula teria dito que o presidente argentino teria decepcionado seus eleitores por manter o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), assinado pelo ex-presidente Mauricio Macri.

Lula questionou: “Qual é o problema do nosso amigo Alberto Fernández na Argentina? Por que ele ganhou as eleições? Porque o FMI incentivou Macri a emprestar US$ 40 bilhões”.

“Alberto Fernández ganhou as eleições criticando o empréstimo, criticando o FMI . Agora, quando ganha, o que faz? Começa a perder pontos querendo resolver o problema do FMI “, falou o ex-presidente.

Lula teria sugerido, ainda, em sua opinião, Fernández deveria ter quebrado o acordo entre a Argentina e o Fundo, o mesmo debate que causou a ruptura do partido governista argentino no ano passado, já que a vice-presidente Cristina Kirchner afirmou que as condições do FMI foram “inaceitáveis” enquanto o presidente optou por manter os termos negociados.

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Lula disse: “Nesta crise, numa pandemia vergonhosa, não tive que pagar nem me comprometer com o FMI. Quando a crise do Lehman Brothers nos Estados Unidos, a crise europeia, o FMI adivinhou ? Não, ele desapareceu.”

“Fernández está estagnado. A inflação está em 70% e não sei o que vai acontecer na Argentina. A fome é muito alta. Era um país poderoso, já foi a quinta maior economia do mundo. O que falta é uma política escolha sobre quem eles querem governar. É simples, você só tem que escolher”, concluiu.

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