Sistema Eleitoral

Pacheco rebate Bolsonaro e reafirma confiança nas urnas; veja repercussão

O encontro de Bolsonaro com os embaixadores também repercutiu entre pré-candidatos à Presidência, que comentaram, em redes sociais, sobre o encontro.

Pacheco rebate Bolsonaro e reafirma confiança nas urnas; veja repercussão
Senador Rodrigo Pacheco volta a defender credibilidade das urnas (Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)

Nesta segunda-feira (18), o senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, afirmou que a confiança nas urnas eletrônicas e a lisura das eleições no Brasil “não podem mais serem colocadas em dúvida”. A afirmação de Pacheco vem após o encontro entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores no Palácio da Alvorada, que aconteceu também nesta segunda.

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Na reunião com os embaixadores, Bolsonaro repetiu o discurso que levanta suspeitas em relação à confiabilidade das urnas eletrônicas. Para Pacheco, a história das urnas é uma “questão superada”:

“Uma democracia forte se faz com respeito ao contraditório e à divergência, independentemente do tema. Mas há obviedades e questões superadas, inclusive já assimiladas pela sociedade brasileira, que não mais admitem discussão. A segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida”, disse o senador na nota.

O encontro de Bolsonaro com os embaixadores repercutiu entre pré-candidatos à Presidência, que comentaram, em redes sociais, sobre o encontro:

O deputado federal André Janones (Avante) escreveu: “Se o presidente não sofrer nenhuma consequência por seus atos criminosos na data de hoje, ele vai ter certeza absoluta de que poderá fazer qualquer coisa. De demonizar o pleito, a tentar um golpe. Nesse papo de fraudes nas eleições, creio que só o Amoedo tem o direito de questionar o TSE a respeito, afinal, todo mundo jura por Deus que votou nele no primeiro turno. Bolsonaro precisa ser demovido do cargo e jogado na lata de lixo da história.”

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Ciro Gomes (PDT) expressou sua indignação: “Depois do horrendo espetáculo promovido, hoje, por Bolsonaro, ele não pode ser mais presidente de uma das maiores democracia do mundo ou o Brasil não pode mais se dizer integrante do grupo de países democráticos. Nunca, em toda história moderna, o presidente de um importante país democrático convocou o corpo diplomático para proferir ameaças contra a democracia e desfilar mentiras tentando atingir o Poder Judiciário e o sistema eleitoral. Bolsonaro cometeu vários crimes de responsabilidade e temos que buscar instrumentos legais para retirá-lo do cargo. Sei que se trata de uma tarefa delicada porque temos uma figura como Arthur Lira na presidência da Câmara, a quem caberia dar andamento a um pedido de impeachment. Não há mais paciência política nem armadura institucional capazes de suportar tamanho abuso. Muito menos complacência de se interpretar organização clara e deliberada de golpe como arroubos retóricos ou desatinos de um presidente desqualificado.”

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a postura de Bolsonaro: “É uma pena que o Brasil não tenha um presidente que chame 50 embaixadores para falar sobre algo que interesse ao país. Emprego, desenvolvimento ou combate à fome, por exemplo. Ao invés disso, conta mentiras contra nossa democracia.”

Para Simone Tebet (MDB), a atitude do presidente é motivo de vergonha mundial: “O Brasil passa vergonha diante do mundo. O presidente convocou embaixadores e utilizou de meios oficiais e públicos para desacreditar mais uma vez o sistema eleitoral brasileiro. Reforço minha confiança na Justiça Eleitoral e no sistema de votação por urnas eletrônicas. Convido os demais candidatos a fazerem o mesmo. Paz nas eleições também é declarar confiança no nosso sistema eleitoral, como fizemos no manifesto entregue ao @TSEjusbr na última quarta-feira (13).”

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