Estudos mostram a relação entre os trabalhadores e o Home Office

Diferença de opiniões e adaptações sobre o trabalho remoto são apontadas por estudos

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Desde o início da pandemia Covid-19 o Home Office se tornou parte das rotinas. (Crédito: Canva)

No decorrer das readaptações que vivemos, estudos revelam como a relação entre trabalhadores e o Home Office tem sido diversificada. Desde a chegada da pandemia da Covid-19, muitos trabalhadores e estudantes tiveram que se reorganizar em suas casas. A princípio parecia algo confortável, mas na verdade as atividades remotas deixaram a rotina de algumas pessoas estressantes, enquanto outros estudos resultavam que o trabalho remoto foi algo positivo para funcionários e empresas.

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Uma pesquisa feita pelo Linkedin, rede social de perfis profissionais mostrou que mais de 60% das pessoas estão mais ansiosas ou estressadas com o trabalho de casa, além de apontar que 70% dos profissionais em início de carreira sentem-se prejudicados no aprendizado.

Em entrevista à CNN, o neurocirurgião Fernando Gomes contou que o estresse é ativado em uma região do cérebro chamada amígdala. Essa região faz parte de um sistema límbico do cérebro que funciona no período de adaptação, até perceber se a situação é boa ou ruim, apresentando repercussões físicas.

Mas, acontece que mesmo a demanda de trabalho tenha aumentado, ainda existem pessoas e estudos que dizem que a preferência é pelo Home Office. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard Business School descobriu que 81% das pessoas escolheriam continuar trabalhando remotamente ou em sistema híbrido, após a pandemia. O estudo foi realizado com 1.500 pessoas, onde 27% espera que o trabalho se mantenha remoto, 61% em sistema híbrido e 18% de modo integral.

Apesar de ser uma discussão muito relativa e por apresentar estudos diferentes é importante pensar qual é a melhor forma de rotina. A saúde mental com todas as mudanças e novos formatos de trabalho pode sentir, por isso merece atenção. Em uma entrevista para o Instituto de Psicologia da USP (IPUSP), o psicanalista e professor da USP, Christian Dunker afirma “Jornadas fora de nexo, que chegam a ultrapassar dez horas, sem que determine exatamente quando começa ou termina o expediente, isso tem sido custoso para os trabalhadores” Como também uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria da USP aponta que 65% das mulheres sofreram sobrecarga no Home Office. Ou seja, isso mostra como tem sido uma escolha com diferentes perspectivas.