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Novo C3: o ressurgimento da Peugeot e Citroën no Brasil?

Com o ressurgimento do novo grupo automotivo no Brasil, as marcas francesas vão tentar melhorar suas vendas no país vizinho e se equiparar à Fiat

Novo C3 o ressurgimento da Peugeot e Citroën no Brasil
Citroën C3 projeção (Crédito: Divulgação)

A fusão entre a FCA e a PSA encorajou o novo grupo automotivo chamado Stellantis a ter uma gama mais ampla de tomada de decisões. Aparentemente, a ideia no futuro será oferecer uma gama muito ampla de modelos, aproveitando ao máximo o potencial de cada marca.

Claro que, para além do fato de cada empresa ter uma realidade diferente, tudo indicaria que o novo desafio será observar o panorama geral dos diferentes mercados para desenhar uma estratégia conjunta onde todas as empresas do grupo possam crescer sem nenhum dos seus modelos sendo prejudicado.

Para isso, a convivência “ítalo-francesa” será fundamental, já que a Fiat está tendo uma presença muito boa na região (principalmente no Brasil e na Argentina), enquanto a Peugeot e a Citroën começam a dar os primeiros passos nesta nova era com uma gama de modelos sem precedentes. Um deles foi o 208 de origem argentino, embora do lado da dupla divisa preparem uma gama inédita, tendo como protagonista o sucessor do C3.

No entanto, conforme revelado pela Automotive Business, o setor italiano da Stellantis, junto com a Jeep, que continua a aumentar sua presença na América do Sul, vai ajudar as marcas francesas a crescer mais rápido.

“Stellantis é uma casa de marca e trabalhamos em planos de crescimento para cada uma. Dentro desta estratégia, esperamos que nos próximos 24 meses a Peugeot e a Citroën voltem a crescer ao mesmo nível que há dez anos. Ambos têm um grande futuro no Brasil e vamos investir nisso ”, disse Antonio Filosa, CEO da Stellantis South America.

O volume de vendas cresceu 5,3 pontos percentuais em nossa região, chegando a 22,2%. No Brasil, o crescimento foi de 8,1 pontos, colocando a Stellantis em 28,9 por cento. Por outro lado, na Argentina, a participação de mercado foi de 3,6 pontos a favor, com 27,8 por cento.

Mesmo assim, ainda há tempo para unificar componentes do “antigo PSA” com os do “antigo FCA”, seja para o desenvolvimento de modelos ou para compartilhar vários elementos como motores, plataformas, entre outros.

*Texto publicado originalmente no site Parabrisas, da Editora Perfil Argentina