Desaparecimento e assassinato

Desaparecimento de 43 estudantes no México é classificado como “crime de Estado”

Em setembro de 2014, 43 estudantes desapareceram na cidade de Iguala, no sudoeste do México.

Desaparecimento de 43 estudantes no México é classificado como “crime de Estado”
(Crédito: Agência Brasil)

Nesta quinta-feira (18), em outra avaliação condenatória das ações da administração anterior, as autoridades mexicanas classificaram o desaparecimento de 43 estudantes como um crime de Estado encoberto pelo governo. Os estudantes desapareceram na cidade de Iguala, no sudoeste do país, em setembro de 2014.

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Andrés Manuel López Obrador, atual presidente do México,  prometeu revelar o que aconteceu, depois de descartar a versão dos eventos do governo anterior, de Enrique Pena Nieto, na qual foi dito que uma gangue de traficantes local confundiu os estudantes com membros de um grupo rival, os matou e depois incinerou seus corpos em um lixão.

Alejandro Encinas, o principal funcionário de direitos humanos do país acusou o governo de Pena Neto de “esconder os fatos” sobre o caso e expôs que o envolvimento do governo no desaparecimento constituiu um “crime de Estado”. 

De acordo com a CNN, a administração afirmou que o governo “escondeu a verdade dos fatos, alterou cenas de crime, encobriu as ligações das autoridades com um grupo criminoso”.

Um dos desaparecidos era informante militar, mas sem seguir o protocolo  para encontrar soldados desaparecidos, as autoridades, assim, não tentaram evitar os desaparecimentos e assassinatos.  Atualmente, apenas os restos mortais de três estudantes foram encontrados e identificados. “Queremos que eles voltem vivos” é uma das frases que as famílias dos estudantes gritam em protesto para pressionar o governo. Porém, de acordo com Encimas: “Não há indicação de que os estudantes estejam vivos. Todos os testemunhos e evidências provam que eles foram assassinados e desapareceram”. 

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Foram emitidos mandados de prisão, inclusive para militares e policiais, e uma solicitação a Israel a extradição de um ex-funcionário acusado de manipular a investigação.