
O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, anunciou nesta segunda-feira (20) que vai renunciar ao cargo, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições no país. O chanceler, Yair Lapid, assumirá a função interinamente até o novo pleito, que deve acontecer em meados de outubro, segundo o governo.
Bennett, que foi eleito em 2021 graças a uma aliança de oito partidos israelenses, deixa o cargo em meio a falta de consenso político e a uma forte onda de conflitos entre policiais israelenses e manifestantes palestinos. No fim de maio, as tensões aumentaram após a morte da jornalista veterana da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, palestina com nacionalidade norte-americana que cobria conflitos na Csijordânia.
A renúncia de Bennett representa a ruína da aliança que se uniu para elegê-lo. Entretanto, o líder do Executivo não tem conseguido consenso no Knesset – como é chamado o Parlamento israelense -, o que, na prática, tem impedido seu governo de aprovar medidas. A dissolução do Knesset deve acontecer “nos próximos dias”, segundo anunciou o Executivo israelense.
As novas eleições podem permitir a volta do ex-primeiro-ministro e atual líder da oposição Benjamin Netanyahu, que comandou Israel por 12 anos, até o ano passado. Netanyahu deixou o cargo sob protestos de radicalismo e denúncias por corrupção.
🇮🇱 AGORA: Coalizão não se mantém e governo de Israel concorda em dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
Primeiro-ministro do país, Naftali Bennett deixará o cargo e entregará para Yair Lapid, líder do outro partido que dá sustentação ao governo, até a nova eleição. pic.twitter.com/w5UtF99Sws
— Eixo Político (@eixopolitico) June 20, 2022